Relato expedição Urubu com Faca de 16/02 a 22/02

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Relato expedição Urubu com Faca de 16/02 a 22/02:
A Expedição Amazônia 2017 é promovida é organizada por URUBU COM FACA AVENTURAS 4×4 com o apoio da Trilha Bahia – Troller e da Softcomp.
São participantes da Expedição: De Troller, Faca Cega e Canivete, Sumidô e Risadinha, Tio Patinhas e Boca Nervosa; de Land Rover, PV e Chico Anisio; de Triton, J Maluco e Maluquinho e de Wrangler, Bem Ti Vi e Colchão Mole, Urubu e Manequim.

Chegamos em Santarém às 15 horas já com a missão de buscar os carros que ficaram em Medicilândia, pois a carreta não conseguiu chegar a Santarém porque o cegonheiro, apesar da nossa recomendação de ir por Belém, decidiu ir por esse caminho, ignorando nossos alertas.
Assim, nossa aventura, que só começaria no dia 18, foi antecipada em dois dias. Para enfrentar esse imprevisto contamos com a valiosa ajuda do grande amigo Raul (Jipeiro de Fé) de Santarém, que providenciou duas picapes e, juntamente com um motorista de sua empresa, levou os pilotos ao encontro das viaturas. Saímos de Santarém às 17h pela Transuruará e chegamos em Medicilândia às 00h30. Depois de pegar os veículos e jantar, tiramos um cochilo das 2h às 5h da manhã e retornamos pelo mesmo caminho para Santarém, onde chegamos às 15h, exaustos e ainda com muita coisa por fazer.
Nesse ínterim, nossos zequinhas fizeram as compras necessárias e depois curtiram Santarém até a nossa chegada.
Providenciados abastecimento, lavagem e arrumação dos bólidos, fomos dormir por volta das 23 horas. Às 4h30 da manhã do dia 18 já estávamos na Balsa com destino a Curuai (Faca Cega e Canivete quase perderam a balsa). A travessia do rio Tapajós levou mais de 3 horas e depois de mais 170 km de estradão, chegamos por volta de 13h em Juruti, onde a primeira providência foi fazer a força (a primeira da série) do pneu de Su. Em seguida fomos almoçar, fazer compras para o churrasco e encontrar com a dupla sertaneja Sirlan e Sirlei, nossos guias.
Entramos na trilha às 17h, bem mais tarde do que gostaríamos.
Apesar de não estar com tanta lama como em 2015, o trecho Juruti/1a. Serraria ainda rendeu muita brincadeira.
Chegamos na primeira Serraria às 20h, onde fomos muito bem recebidos pelos únicos moradores da instalação, Pedro e sua família, que nos franquearam a churrasqueira, o banheiro coletivo e um galpão dormitório (sem porta) onde armamos nossas redes e barracas. Fizemos um churrasco sob o comando de Chico (Silvanísio) e curtimos uma boa roda de conversa regada a cerveja geladinha e Whisky com gelo. Fomos dormir 00:00 entre os rugidos das onças, roncos de uns e gemidos de dor de outros.
Dia 19/02 iniciamos a rodagem às 8h e não encontramos maiores dificuldades no trecho de 50 km até a serraria Sema, chegando ao meio dia lá.
A partir daí o bicho pegou! Os 40 km seguintes foram percorridos em 16 horas, com muita peleja, subidas e descidas com erosões enormes, lama pesadíssima, pontes destruídas que nos obrigaram a abrir novos caminhos. O espírito de grupo foi o fator primordial pra vencermos os obstáculos. Todos deram o seu máximo e o destaque ficou para Silvanísio, Geraldinho (Bem te vi), Raminho (Colchão Mole), João Maluco, Preto Velho e Gilson, que foram incansáveis. A motosserra de Hsu (Sumidô de Pneu) trabalhou tanto que gastou 2 tanques de combustível. Foram serradas 8 árvores grossas que estavam caídas, obstruindo a pista.
Quando saímos da mata, às 4h da manhã, e chegamos no estradão ainda faltavam 100 km para Itaituba. Achamos mais prudente tirarmos uma soneca no carro mesmo até o dia clarear (aqui na região o dia clareia às 7h).
Seguimos em direção a Itaituba às 7h do dia 20 e, apesar da trilha de 100km ser muito escorregadia, perigosa e de estar chovendo bastante, chegamos lá ao meio dia. O restante do dia foi dedicado a comer bem, descansar, e fazer pequenos ajustes nas viaturas.
No dia 21 iniciamos com um pequeno atraso nosso deslocamento de 400 km até Jacareacanga. Em alguns momentos a pista se tornava escorregadia e esburacada, o que provocou algumas derrapadas. As mais intensas foram as de Faca Cega e Hsu, que rodaram na pista, mas sem consequências maiores. Neste trecho, Hsu furou o terceiro pneu! Na hora do almoço fizemos um piquenique na estrada com churrasco, feijoada, strogonoff, picadinho de carne, arroz e salada. Um banquete!!!
Chegamos ao nosso destino às 18h30 e nos hospedamos no Hotel Campo Verde. A programação da noite foi jantar e confraternização leve para sairmos cedo na amanhã seguinte.
22/02: acordamos cedo e fomos arrumar os carros e providenciar a troca do amortecedor de direção do carro de Hsu, que estourou após uma derrapagem com colisão lateral no barranco. Não houve consequências nem para Hsu e Lin e nem para o restante do carro; por sorte, tínhamos a peça no estoque de reserva. Gilson também teve que ajeitar o aterramento do guincho da Land Rover de Pv, ou seja, ele teve que se desdobrar entre nininha e manequim (seus apelidos).
Saímos por volta de 8:45 depois de ainda termos que fazer uma chupeta (lá ele) na bateria do carro de Bem te vi. Tudo resolvido, saímos em direção ao Apuí; a viagem aconteceu sem intercorrencias até a hora do almoço. Fizemos nosso segundo piquenique na Br-230 com picanha na chapa, mexido de atum com calabresa, strogonoff de frango, feijoada, picadinho de carne regados a um excelente azeite de oliva. Estamos engordando. A tarde, entretanto nos aguardava surpresas; logo após o almoço o carro de Hsu estourou 1 pneu (o quarto)
Após a troca já estávamos bem mais próximos do nosso destino quando o quinto pneu do carro de Hsu estragou. Por conta disso, só chegamos em Apuí já no finalzinho da tarde, e ao chegar a borracharia o ciumento do Tio Patinhas furou o pneu também. Ou seja, no final das contas perdemos entre furados e estourados foram irremediavelmente perdidos 4 pneus. Por conta disso tivemos que usar os socorros de Preto veio, João Maluco e a faca cega que roda com 2 pneus super tork na traseira e 2 sem fronteira na traseira, e comprarmos 2 pneus comuns para termos de socorro até Humaitá
Na borracharia encontramos com 2 casais de companheiros jipeiros de Porto Velho, conhecidos de Urubu e Faca desde a época da expedição de 2015 quando, da passagem pelo parque Mapinguari.
Para repor os pneus perdidos, João Maluco disponibilizou um jogo de pneus super tork do seu vasto estoque lá em Salvador, para enviar para Humaitá contamos com o apoio e inestimável ajuda de Lucas Lee (de ré) que com ajuda do funcionário da transportadora de Tio Patinhas os enviarão para Humaitá, onde Cuxim e Chinchila os retirarão antes de iniciar a expedição.


1 Comment

Mano

27 de fevereiro de 2017 at 10:13 am

Parabéns Urubu e Faça grandes momentos, relato impecável e lindas fotos !!!

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